Voltar ao BlogIntegridade e Selagem

Por que o Hot Tack é Crítico em Linhas de Envase VFFS?

Selagem transversal ainda quente sustentando o produto em uma linha de envase VFFS durante o ensaio de hot tack.

O hot tack é crítico em linhas de envase VFFS porque a selagem transversal precisa suportar o peso e o impacto do produto imediatamente após ser formada, antes de esfriar e atingir sua resistência final.

Quando o filme apresenta hot tack insuficiente, a solda ainda quente pode abrir, deformar ou perder integridade durante o próprio processo de envase. Isso pode provocar vazamentos, descarte de produtos, embalagens malformadas, contaminação da região de selagem, interrupções da linha e redução da velocidade de produção.

Esse comportamento não pode ser avaliado apenas medindo a resistência da selagem já fria. Um material pode formar uma solda resistente depois de resfriado e, ao mesmo tempo, não apresentar força suficiente nos primeiros instantes após o fechamento.

O ensaio de hot tack reproduz justamente esse momento crítico: a resistência da selagem é medida imediatamente após sua formação, enquanto a interface selada ainda está quente.

O que é hot tack?

Hot tack é a capacidade de uma selagem térmica suportar esforços mecânicos imediatamente depois de formada e antes de resfriar até a temperatura ambiente.

Durante a selagem, a camada interna termosselante do filme recebe calor e pressão. As superfícies entram em contato, amolecem e formam a união. Entretanto, quando as mordentes se abrem, a região selada ainda não alcançou sua resistência final.

É nesse intervalo que o hot tack se torna decisivo.

A ASTM F1921/F1921M define métodos instrumentais para medir a força de selagens formadas entre superfícies termoplásticas imediatamente após o fechamento, antes que elas esfriem até a temperatura ambiente.

Como funciona uma linha de envase VFFS?

Nesse sistema, o filme flexível é desenrolado e conduzido por um tubo formador. O equipamento transforma o material plano em uma estrutura tubular, faz a selagem longitudinal, forma a selagem transversal inferior, dosa o produto e realiza a selagem superior, que também pode se tornar o fundo da embalagem seguinte.

O ciclo básico envolve:

  • alimentação e tracionamento do filme;
  • formação do tubo;
  • selagem longitudinal;
  • formação da solda transversal inferior;
  • dosagem e queda do produto;
  • selagem transversal superior;
  • corte e liberação da embalagem.

A dificuldade está no tempo disponível entre essas etapas. Em equipamentos de alta produtividade, a embalagem é preenchida, tracionada e movimentada poucos instantes depois da formação da selagem.

A solda inferior pode receber imediatamente o peso estático do conteúdo, o impacto gerado pela queda do produto e a tensão provocada pelo movimento do filme. Se ainda não possuir resistência suficiente, pode começar a se abrir.

Por que a selagem ainda quente fica tão vulnerável?

Enquanto a camada selante está quente, suas cadeias poliméricas ainda apresentam maior mobilidade. A união já começou a se formar, mas ainda não atingiu a estabilidade obtida após o resfriamento.

A resistência se desenvolve ao longo do tempo. Dependendo do polímero, da estrutura do filme e dos parâmetros aplicados, alguns décimos de segundo podem produzir diferenças relevantes.

Em uma operação lenta, a solda pode ter mais tempo para resfriar antes de ser submetida ao esforço. Em linhas VFFS rápidas, esse intervalo é reduzido. Por isso, materiais que funcionam adequadamente em um equipamento ou velocidade podem apresentar falhas quando utilizados em uma condição mais exigente.

Quanto menor o intervalo entre a selagem e o carregamento, maior tende a ser a importância do desempenho de hot tack.

O hot tack sustenta o produto logo após o envase

Em muitas configurações VFFS, a solda transversal inferior funciona como uma base temporária para o produto.

Quando pós, grãos, snacks, peças, líquidos ou outros conteúdos entram na embalagem, a selagem ainda pode estar quente. A força aplicada não depende apenas do peso nominal indicado no pacote.

Também podem atuar sobre a solda:

  • impacto da queda do produto;
  • altura de dosagem;
  • velocidade de enchimento;
  • tração exercida pelo filme;
  • movimentação das mordentes;
  • vibrações do equipamento;
  • pressão interna momentânea;
  • distribuição irregular do conteúdo;
  • aceleração durante o avanço da embalagem.

Uma embalagem de baixo peso pode gerar um esforço significativo se o produto cair de uma altura elevada ou estiver concentrado em uma pequena região da solda. Por outro lado, um produto mais pesado pode ser acondicionado com segurança quando o processo reduz o impacto e oferece tempo adequado de resfriamento.

Por isso, a avaliação precisa considerar material, produto e equipamento em conjunto.

Quais problemas o hot tack insuficiente pode causar?

Abertura da solda transversal

A consequência mais evidente é a abertura parcial ou completa da selagem inferior. O produto pode vazar ainda dentro do equipamento ou durante a movimentação imediatamente posterior.

Em produtos líquidos, granulados ou em pó, uma pequena abertura já pode causar perda significativa e contaminar componentes da máquina.

Deformação da selagem

A solda pode não se abrir completamente, mas sofrer alongamento ou deformação enquanto está quente. Esse comportamento pode produzir uma aparência semelhante a uma meia-lua, reduzir a largura efetiva da região selada ou criar pontos mecanicamente mais frágeis.

Vazamentos intermitentes

Nem toda falha aparece como uma abertura visível na linha. A selagem pode ser parcialmente danificada durante o envase e falhar posteriormente no transporte, armazenamento ou manuseio.

Isso torna o problema mais difícil de identificar, pois a embalagem pode sair aparentemente aprovada do equipamento.

Contaminação da área de selagem

Quando uma solda inferior começa a abrir, o conteúdo pode alcançar a região onde será realizada outra selagem. Partículas, gordura, umidade ou produto líquido entre as camadas do filme podem impedir a formação adequada do fechamento seguinte.

O defeito inicial de hot tack passa, então, a gerar outras falhas de integridade.

Redução da velocidade da linha

Uma reação comum diante de selagens que se abrem é diminuir a velocidade do equipamento. Isso aumenta o tempo disponível para o resfriamento, mas também reduz a produtividade.

Quando o material não oferece uma janela operacional adequada, a empresa pode ser obrigada a trabalhar abaixo da capacidade prevista da linha.

Aumento de temperatura sem resolver a causa

Outra tentativa frequente é elevar a temperatura das mordentes. Essa alteração nem sempre melhora o hot tack.

Temperaturas excessivas podem manter a camada selante amolecida por mais tempo, provocar distorção do filme, encolhimento, aderência às mordentes ou deslocamento do material da região selada. Em algumas estruturas, elevar excessivamente a temperatura pode até piorar a resistência inicial.

A correção precisa se basear na curva de desempenho do material, não apenas na percepção de que "mais calor produz uma solda mais forte".

Hot tack e resistência final da selagem são a mesma coisa?

Não. Hot tack e resistência final da selagem representam momentos diferentes do desenvolvimento da solda.

Propriedade Momento da avaliação O que indica
Hot tack Imediatamente após a selagem, com a região ainda quente Capacidade de resistir ao esforço durante o processo de embalagem
Resistência da selagem Depois do resfriamento e condicionamento Força mecânica da união já estabilizada
Integridade da embalagem Após a fabricação da embalagem Presença ou ausência de vazamentos, canais, microfuros ou falhas de fechamento

O hot tack responde se a solda consegue sobreviver aos primeiros instantes do processo. A resistência final indica o comportamento depois que a união já esfriou.

Uma embalagem pode apresentar um resultado adequado em um ensaio realizado a frio e ainda falhar dentro da linha VFFS. Da mesma forma, um bom resultado de hot tack não comprova sozinho que a embalagem final esteja livre de canais, contaminação ou microfuros.

Qual é a diferença entre hot tack, SIT e janela de selagem?

Temperatura inicial de selagem

A temperatura inicial de selagem, frequentemente chamada de SIT, é a menor temperatura na qual o material começa a formar uma união mensurável sob condições determinadas.

Uma SIT baixa pode favorecer linhas rápidas porque permite iniciar a selagem com menor aporte térmico. Entretanto, a SIT isolada não informa se a solda terá força suficiente para suportar o produto imediatamente após o fechamento.

Hot tack máximo

O hot tack máximo representa a maior força inicial observada dentro das condições avaliadas. Esse dado ajuda a comparar filmes e identificar temperaturas nas quais a selagem apresenta maior capacidade de suportar esforços ainda quente.

Janela de hot tack

A janela de hot tack é a faixa de temperaturas na qual o material desenvolve resistência inicial suficiente para a aplicação.

Em ambientes industriais, uma janela ampla costuma ser desejável porque o processo está sujeito a oscilações de temperatura, pressão, velocidade, tensão do filme e distribuição de produto.

Um material com pico elevado em uma faixa muito estreita pode ser mais difícil de controlar do que outro com resistência ligeiramente menor, porém estável em uma faixa mais ampla.

Em uma linha VFFS, não importa apenas atingir um valor máximo. É necessário manter desempenho suficiente diante das variações normais do processo.

Como é realizado o ensaio de hot tack?

O ensaio utiliza um equipamento instrumental capaz de formar a selagem sob parâmetros controlados e separar as extremidades da amostra após um intervalo precisamente definido.

Normalmente, são controlados fatores como:

  • temperatura das barras de selagem;
  • pressão aplicada;
  • tempo de contato;
  • intervalo entre selagem e tração;
  • velocidade de separação;
  • largura da amostra;
  • sentido de fabricação do filme;
  • lado selante;
  • condicionamento prévio da amostra.

A força necessária para abrir a selagem ainda quente é registrada. O procedimento é repetido em diferentes temperaturas para construir uma curva de hot tack.

Essa curva permite identificar quando o material começa a desenvolver resistência, em qual faixa apresenta comportamento adequado e quando temperaturas excessivas passam a comprometer seu desempenho.

A ASTM F1921/F1921M descreve métodos instrumentais nos quais o equipamento realiza a selagem e mede automaticamente a resistência após um intervalo controlado, reduzindo a influência do operador durante a sequência.

Por que a ASTM F1921 é importante?

A ASTM F1921/F1921M é uma referência técnica para a avaliação da resistência de selagens a quente em superfícies termoplásticas de materiais flexíveis.

O método é importante porque controla variáveis capazes de alterar significativamente o resultado. Uma comparação entre filmes só faz sentido quando temperatura, pressão, tempo de selagem, atraso antes da tração, velocidade de separação e geometria das amostras estão claramente definidos.

A norma apresenta abordagens instrumentais para avaliar a força da solda ainda quente. O protocolo específico deve ser escolhido de acordo com o equipamento, o material e o objetivo da análise.

O resultado não deve ser tratado apenas como um número isolado. Para desenvolvimento de embalagens, a curva obtida em diferentes temperaturas geralmente oferece uma visão mais útil do comportamento operacional do filme.

ASTM F1921, ASTM F88 e ASTM F2029: quando usar cada referência?

Essas referências abordam aspectos relacionados, mas não equivalentes.

A ASTM F1921/F1921M trata da resistência da selagem imediatamente após sua formação, antes do resfriamento completo.

A ASTM F88/F88M é utilizada para determinar a resistência da selagem de materiais flexíveis após a formação e estabilização da união.

A ASTM F2029 apresenta práticas para produzir selagens laboratoriais e estudar a termosselabilidade dos materiais. A própria referência esclarece que o hot tack não está incluído em seu escopo e deve ser avaliado pelos métodos da ASTM F1921.

Portanto, esses ensaios podem ser complementares:

  • F1921 para verificar o desempenho da solda ainda quente;
  • F88 para medir a resistência da selagem depois de resfriada;
  • F2029 para preparar selagens laboratoriais e construir relações entre condições de processo e resistência final.

Quais variáveis influenciam o hot tack?

Temperatura de selagem

A temperatura precisa ser suficiente para ativar a camada termosselante, mas não tão elevada a ponto de provocar amolecimento excessivo, distorção ou expulsão do polímero da área pressionada.

A relação não é necessariamente linear. Aumentar a temperatura pode elevar a força até determinado ponto e reduzi-la depois.

Tempo de contato

O tempo durante o qual as mordentes permanecem fechadas influencia a transferência de calor para a interface selante.

Linhas mais rápidas geralmente trabalham com menor tempo de contato. Por isso, materiais destinados a essas operações precisam formar uma união adequada rapidamente.

Pressão de selagem

A pressão aproxima as superfícies e contribui para o contato entre as camadas. Pressão insuficiente pode gerar áreas sem união. Pressão excessiva pode deformar a estrutura ou deslocar material da região selada.

Tempo de resfriamento

A resistência aumenta conforme a interface esfria. Quanto menor o intervalo entre a abertura das mordentes e a aplicação do esforço, maior será a exigência sobre o hot tack.

O atraso definido no ensaio deve representar, tanto quanto possível, a condição relevante para a aplicação.

Estrutura do filme

Composição da camada selante, espessura, rigidez, orientação, revestimentos, tintas, adesivos e demais camadas podem influenciar a transferência de calor e o comportamento mecânico.

Dois filmes com a mesma aparência e espessura nominal podem apresentar curvas de hot tack muito diferentes.

Contaminação na interface

Pós, partículas, óleo, umidade e fragmentos do produto podem ficar presos entre as superfícies durante o fechamento.

O hot tack caracteriza o material nas condições definidas do ensaio, mas a embalagem real pode exigir estudos complementares para avaliar a capacidade de selar através de contaminação.

Geometria e condição das mordentes

Desenho, alinhamento, revestimento, desgaste, distribuição de pressão e uniformidade térmica das mordentes interferem na formação da selagem industrial.

Por essa razão, o ensaio laboratorial ajuda a caracterizar o material e estabelecer uma faixa inicial, mas não substitui a validação na linha de produção.

Como interpretar uma curva de hot tack?

Uma curva de hot tack normalmente relaciona a força da selagem ainda quente com a temperatura aplicada.

No início, as temperaturas podem ser insuficientes para formar uma união mensurável. À medida que a temperatura aumenta, o material começa a desenvolver força. Em seguida, costuma surgir uma faixa de melhor desempenho.

Se a temperatura continuar aumentando, o resultado pode estabilizar ou diminuir, dependendo do material. A queda pode estar associada ao excesso de fusão, deformação ou prolongamento do tempo necessário para a interface adquirir estabilidade.

A análise deve considerar quatro pontos:

  • temperatura na qual a força começa a se desenvolver;
  • valor de força necessário para a aplicação;
  • largura da faixa operacional adequada;
  • comportamento do material em temperaturas acima da faixa ideal.

A especificação não deve ser definida sem considerar o esforço real da linha. O valor necessário para uma embalagem leve e de baixa velocidade pode ser insuficiente para um pacote pesado processado em alta cadência.

Hot tack baixo sempre significa que o filme está inadequado?

Não necessariamente.

Um resultado baixo pode indicar que o material não é compatível com a velocidade, o peso do produto ou os parâmetros utilizados. Também pode mostrar que a temperatura escolhida está fora da faixa ideal ou que o intervalo de resfriamento é curto demais.

Antes de reprovar o material, é importante avaliar:

  • se o lado correto do filme foi selado;
  • se as condições do ensaio representam o processo;
  • se temperatura, pressão e tempo são adequados;
  • se o filme foi condicionado corretamente;
  • se o atraso antes da separação reproduz a exigência da linha;
  • se a largura e o sentido de corte das amostras foram padronizados;
  • se existe uma especificação relacionada ao produto e à velocidade real.

O objetivo do ensaio não é classificar genericamente um filme como bom ou ruim. Ele deve mostrar se o comportamento de selagem é compatível com uma aplicação definida.

Quando solicitar um ensaio de hot tack?

O ensaio é especialmente relevante quando a empresa:

  • desenvolve uma nova estrutura de embalagem;
  • troca a camada selante ou a resina;
  • altera a espessura do filme;
  • homologa um novo fornecedor;
  • pretende aumentar a velocidade da linha VFFS;
  • começa a trabalhar com um produto mais pesado;
  • identifica abertura da solda durante o envase;
  • precisa reduzir perdas e interrupções;
  • observa diferenças de desempenho entre lotes;
  • desenvolve estruturas recicláveis ou monomateriais;
  • busca reduzir a quantidade de material utilizado;
  • precisa comparar diferentes opções de filme.

Também é recomendável investigar o hot tack quando a resistência final da selagem está adequada, mas as embalagens continuam abrindo durante ou logo após o envase.

Hot tack é importante em embalagens monomateriais e sustentáveis?

Sim. A substituição de laminados convencionais por estruturas recicláveis, monomateriais ou com menor espessura pode alterar transferência de calor, rigidez, retração, coeficiente de atrito e comportamento da camada selante.

A estrutura alternativa pode atender aos requisitos de barreira e resistência final, mas apresentar uma janela de hot tack diferente daquela utilizada anteriormente.

Isso não significa que materiais mais sustentáveis sejam necessariamente inferiores. Significa que precisam ser caracterizados e processados de acordo com suas propriedades.

Estudos em escala industrial com materiais flexíveis mostram que termosselabilidade, enrugamento, atrito, conformação e integridade podem influenciar conjuntamente o desempenho em máquinas VFFS. A validação, portanto, não deve se limitar a uma única propriedade do filme.

O ensaio de hot tack determina a velocidade máxima da linha?

O resultado ajuda a selecionar materiais e compreender limitações do processo, mas não determina sozinho a velocidade máxima da linha.

A produtividade também depende do equipamento, tempo de mordente, eficiência de transferência térmica, sistema de resfriamento, tipo de produto, dosagem, comprimento da embalagem, tensão do filme, corte e sincronização.

O ensaio pode revelar quais materiais desenvolvem resistência mais rapidamente e quais oferecem uma faixa operacional mais ampla. Esses dados ajudam a direcionar testes industriais com maior segurança e reduzir tentativas baseadas apenas em ajuste empírico.

Por que o ensaio laboratorial não substitui a validação industrial?

O equipamento laboratorial oferece controle preciso e comparabilidade. Já uma linha VFFS reúne condições mais complexas, como variação térmica, contato descontínuo, tração, impacto do produto, contaminação e diferenças de geometria.

A ASTM F2029 alerta que podem existir diferenças significativas entre seladoras laboratoriais e equipamentos de fabricação devido à escala, área de selagem e velocidade. Os dados laboratoriais devem ser usados como base técnica para seleção e definição inicial de condições, seguidos pela validação no equipamento de produção.

O melhor processo combina:

  • caracterização laboratorial do material;
  • definição da faixa inicial de parâmetros;
  • teste na linha VFFS;
  • avaliação da embalagem pronta;
  • confirmação da integridade e do desempenho final.

Quais ensaios complementam a avaliação de hot tack?

O hot tack responde a uma pergunta específica: a solda resiste enquanto ainda está quente?

Para avaliar o sistema de embalagem com maior abrangência, podem ser necessários outros ensaios:

Resistência da selagem

Mede a força da união depois do resfriamento. Ajuda a verificar se a embalagem mantém resistência adequada durante distribuição e manuseio.

Integridade e detecção de vazamentos

Identifica microfuros, canais e falhas de fechamento que podem não ser revelados pela força da selagem.

Pressão interna ou ruptura

Avalia a capacidade da embalagem e de suas selagens de suportar pressurização interna.

Coeficiente de atrito

Ajuda a compreender o comportamento do filme durante tracionamento, passagem pelo tubo formador e contato com componentes da máquina.

Propriedades de barreira

OTR e WVTR avaliam a transmissão de oxigênio e vapor de água. Esses ensaios verificam a proteção oferecida pelo material, mas não demonstram a resistência mecânica da solda ainda quente.

Como enviar amostras para avaliação de hot tack?

Antes da análise, é importante informar:

  • estrutura e espessura do material;
  • lado ou camada que será selada;
  • produto que será acondicionado;
  • peso da embalagem;
  • modelo ou característica da linha;
  • velocidade de operação;
  • temperaturas atualmente utilizadas;
  • tempo de contato das mordentes;
  • pressão de selagem, quando disponível;
  • tipo de falha observada;
  • objetivo do estudo;
  • materiais ou fornecedores que serão comparados.

Quando houver falha em produção, o envio de amostras do filme, embalagens aprovadas e embalagens defeituosas pode contribuir para a investigação.

Quanto mais representativo for o protocolo, maior será a utilidade dos resultados para desenvolvimento, homologação ou ajuste do processo.

Avalie o hot tack antes que a selagem limite sua linha VFFS

Aumentar a velocidade de envase sem compreender a resistência inicial da solda pode transformar uma embalagem aparentemente adequada em uma fonte recorrente de vazamentos, perdas e paradas.

O ensaio de hot tack permite comparar materiais, identificar a faixa de melhor desempenho e verificar se a selagem consegue suportar os esforços aplicados logo após sua formação.

A equipe da ADMESER pode avaliar as características da aplicação e orientar a definição do protocolo adequado para investigar o desempenho de selagem do material.

Fale com a ADMESER, envie as informações da sua embalagem e solicite uma avaliação técnica de hot tack para sua linha VFFS.

Perguntas frequentes

Precisa realizar um ensaio?

Solicite um orçamento pelo WhatsApp e nossa equipe técnica orienta sobre o ensaio ideal.

Falar no WhatsApp